A que estou eu ‘
Escutando algo que me conduz ‘
Não escolho as coisas apenas me contento
A droga do cigarro acabou!
Ele gritava pra mim todas as vezes que eu mandava calar a boca
Eu me ferrava com aqueles sons
Não o culpo, mas ele mesmo assim ainda gritava.
Poxa! Quantas vezes eu o tratava com carinho e ele
Só me chutava como uma vadia!
Filho da puta! E eu tomava mais um gole de vodca barata ‘
E dai se sou uma menina e não uma mulher “
E dai se não consigo ser alguém sensível, eu o entupia.
De amor ‘ esse amor que quase eles deliram ‘
Eles, não nós ‘
Eles necessitam desse amor fajuto e incompreensível
Eu sempre fui uma garota má’
Eu sempre chutei os caras que pegavam na minha mão ‘
E ele me mandava apanhar ‘ aquela sujeira’
Chamada lagrima, por que por mais que eu fosse forte e ele me
Machucasse a minha pele cedia aos seus escuros olhos’
Eu sei invejo sua força’
Eu o temia o respeitava, por que medo eu não tinha de ninguém.
Mesmo ele usando a sua resistência sendo assim’
Eu quis isso eu gostava disse por que caras que me chamavam
Pelo diminutivo e me congelava para que eu nunca soubesse o que é sofrer
Eu cuspia, eu ignorava...
O diava o jeito que eles olhavam pra mim como se só eu existisse ....
(devaneios de uma adolescente) (Gina Jarsen")